A Cidade

BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO.

Localizado no Sudoeste de Minas Gerais, às margens do Rio das Canoas, o município de Claraval possui atualmente cerca de 4.500 habitantes e uma extensão territorial de 228km² que faz divisa com os municípios de Franca, Ibiraci, Pedregulho e Cristais Paulista. Com vegetação predominante de cerrado, a economia do município gira em torno da agropecuária e pequenas indústrias.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a ocupação da região deu-se por volta do século XVIII, quando já existiam fazendas cujas antigas construções, que remontam à época da escravatura, ainda estão de pé e podem ser encontradas no município, possuindo grandes muros de pedra construídos pelos escravos e até mesmo senzalas.
Em relação ao surgimento do núcleo urbano de Claraval, consta que por volta da década de 1860 o garimpeiro João Tertuliano Pinto Bispo, natural de Diamantina, ao passar pela região do Rio das Canoas encontrou diamantes e iniciou atividades de garimpo, atraindo para o local diversas pessoas que, naquela época, viam na extração de pedras preciosas grandes possibilidades de ganhar dinheiro rapidamente.
É importante lembrar que no Brasil a atividade de mineração foi marcante nos séculos XVII e XVIII e responsável pela ocupação de pequenos povoados que se estabeleciam às margens dos rios onde pedras ou metais preciosos eram encontrados. Claraval não fugiu a essa regra e formou-se, assim, às margens do Rio das Canoas, um pequeno povoado que por volta de 1885 recebeu cerca de setenta e dois alqueires de terras, doadas pelo fazendeiro José Garcia Lopes da Silva, que fariam parte do futuro patrimônio de Claraval.
Esse pequeno lugarejo chamou-se inicialmente Garimpo das Canoas e, posteriormente, em virtude da construção de uma capela em honra ao Divino Espírito Santo, denominou-se Divino Espírito Santo do Garimpo das Canoas. Nesta época o local ainda era distrito de São Sebastião do Paraíso, ou seja, a região onde hoje é Claraval pertencia àquele município, situação que se estendeu até 1923, quando o povoado passou a ser distrito de Ibiraci.
Já na década de 1950 um fato importante alterou a história da localidade. O Bispo de Guaxupé, D. Hugo Bressane, ao visitar o Mosteiro de Casamari na Itália, expôs ao abade responsável sua intenção de ter na sua diocese uma comunidade de religiosos, sugerindo como lugar de instalação a vila de Garimpo das Canoas.
A ideia foi aceita e, em 1951, foi lançada a pedra fundamental da construção do Mosteiro Cisterciense de Claraval. A partir de então a vinda dos monges propiciou o desenvolvimento do distrito de Garimpo das Canoas, sendo D. Pedro Agostini o responsável por ter feito a proposta de emancipação do povoado, que em 1953 finalmente tornou-se município de Claraval, nome da famosa Abadia que São Bernardo fundou na França e, pelo 8º centenário da morte do santo ter coincidido com o ano de emancipação administrativa do município, Claraval recebeu este nome.
Em 1969 o mosteiro foi inaugurado, tendo como primeiro Abade D. Giusepe Pietro Agostini e como Prior Padre Carmelo Récchia. Na década de 1970 outros três importantes avanços foram alcançados graças aos esforços dos monges: a perfuração do poço artesiano de abastecimento de água da cidade, a instalação da rede de energia elétrica e a construção do prédio onde funciona o ambulatório.
O Mosteiro Cisterciense tornou-se ao longo dos anos um dos pontos turísticos de maior destaque de Claraval, oferecendo aos visitantes produtos de fabricação própria como licores, pães, doces, bolos, cartões postais, etc. O município conta ainda com áreas rurais de grande beleza, cachoeiras, um lago artificial da represa hidrelétrica de Estreito e dois esportes muito apreciados, o futebol amador e o campeonato de hipismo, sendo este último muito conhecido na região e responsável por atrair diversos turistas.
Com um povo atencioso, hospitaleiro, que aprecia a simplicidade e os pequenos prazeres da vida cotidiana, Claraval ainda mantém vivos costumes do interior mesmo estando a uma curta distância de cidades de médio porte como Franca e Ribeirão Preto.
A história do município ainda carece de levantamento documental para que o seu desenvolvimento histórico e cultural seja melhor detalhado, possibilitando aos munícipes que a história local, em conjunto com a história regional e nacional, possa ser desvendada e devidamente registrada. É pensando nisso que, a partir de 2013, através do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal, ações e levantamentos históricos estão sendo realizados para oferecer à comunidade maiores informações sobre o município, bem como a preservação de bens (casas, fazendas, muros, igrejas, grupos de folia de reis, esportes e lugares tradicionais, etc.) que tenham significado cultural para os cidadãos claravalenses e que fazem parte da história de diversas gerações.

Qualquer dúvida, sugestão ou contribuição sobre dados, documentos e demais informações podem ser feitas diretamente na Prefeitura Municipal de Claraval ou pelos e-mail:

cultura@claraval.mg.gov.br

Foto ilustrativa/retirada da internet.

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